Transtornos alimentares
A relação com a comida e com o corpo quando ela passa a ocupar a maior parte dos seus pensamentos. Não é falta de disciplina, e não se resolve com mais controle.
O que costuma aparecer
Não é preciso ter diagnóstico fechado para procurar. Se a comida virou assunto o tempo todo na sua cabeça, já é motivo para conversar.
- Pensar em comida, peso ou corpo quase o dia inteiro
- Regras rígidas sobre o que pode e o que não pode comer
- Episódios de comer muito, com sensação de perda de controle
- Culpa e vergonha depois de comer
- Comportamentos para compensar o que comeu
- Evitar comer na frente de outras pessoas
- Pesar-se várias vezes ao dia, ou evitar a balança a todo custo
- Checar o corpo no espelho repetidamente
- Deixar de sair para não lidar com comida
- Exercício físico como obrigação, mesmo doente ou machucado
Esse cuidado não é feito por uma pessoa só
Transtorno alimentar mexe ao mesmo tempo com o psicológico, com o nutricional e com a saúde física. O tratamento com melhor resultado é o que junta essas frentes.
O que a psicologia faz aqui
- Entender o que o sintoma está resolvendo
- Trabalhar a relação com o corpo e com a autoimagem
- Lidar com culpa, vergonha e perfeccionismo
- Incluir a família, quando faz sentido
O que fica com outros profissionais
- Conduta nutricional e plano alimentar, com nutricionista
- Avaliação clínica e exames, com médico
- Medicação, quando indicada, com psiquiatra
Se você ainda não tem esses profissionais, a gente orienta sobre como montar esse acompanhamento.
Como é o acompanhamento
O foco da terapia não é o prato nem o número da balança. É o que está por trás da relação que se criou com eles.
Entender a história
Quando começou, o que estava acontecendo na sua vida na época e o que esse comportamento passou a resolver.
Afrouxar o controle
Trabalhar as regras rígidas, a autocrítica e a ideia de que valor pessoal se mede em corpo.
Reconstruir a vida em volta
Recuperar o que a preocupação com comida foi tomando: convívio, prazer, tempo e atenção para outras coisas.
Quem atende
Você escolhe com quem falar antes de marcar, e o registro no conselho está aqui para conferir.

Mariana Clivati de Paula
CRP 08/44280
Psicóloga, especialista na abordagem ACT, a Terapia de Aceitação e Compromisso, que trabalha a relação com os próprios pensamentos em vez de tentar eliminá-los.

Tamiris Monção Weinert
CRP 08/42941
Psicóloga e mestre em Filosofia, com estágio no Hospital da Cruz Vermelha do Paraná e na Associação Paranaense de Psicodrama.
Convênios e parcerias
A Apsi atende pessoas vinculadas a estas instituições. Em alguns casos você recebe nota ou recibo para pedir reembolso, em outros o atendimento já é feito pela parceria.
Dúvidas frequentes
Preciso ter diagnóstico para marcar?
Não. Muita gente chega sem diagnóstico e sem saber nomear o que acontece. A primeira conversa serve exatamente para entender o quadro e indicar que acompanhamento faz sentido.
Minha filha não acha que tem problema. O que eu faço?
É muito comum, porque o comportamento costuma dar uma sensação de controle que a pessoa não quer perder. Os pais podem ser atendidos primeiro, para entender o quadro e mudar o jeito de abordar o assunto em casa, que muitas vezes está piorando sem querer.
Vocês passam dieta?
Não, e nenhum psicólogo deve fazer isso. Conduta alimentar é de nutricionista. O que a psicologia cuida é da relação com a comida e com o corpo.
Homem também tem transtorno alimentar?
Tem, e costuma demorar mais para procurar ajuda justamente porque quase não se fala nisso. O atendimento aqui é para qualquer pessoa.
Pode ser online?
Pode. Em quadros mais graves, com risco clínico, o acompanhamento médico presencial é indispensável, e isso é avaliado logo na primeira conversa.
Áreas relacionadas
Dá para começar com uma mensagem
Conta com poucas palavras o que está acontecendo, seja por você ou por alguém da família. A gente te responde com quem atende isso e quais horários existem.