Luto
A perda de alguém, e o tempo depois dela. Não existe prazo para o luto, e não existe jeito certo de sentir. O que existe é a possibilidade de não atravessar isso sozinho.
Quando vale procurar ajuda
Luto não é doença, e sofrer depois de uma perda não é sinal de fraqueza. Mas existem momentos em que ter alguém acompanhando faz diferença.
- A dor não afrouxa com o passar dos meses
- Você não consegue voltar ao trabalho ou à rotina
- Culpa por algo dito, feito ou não feito
- Raiva de quem partiu, ou de quem ficou
- Culpa por sentir alívio
- Evitar tudo que lembre a pessoa
- Ou o contrário: não conseguir mudar nada de lugar
- Perda repentina, por acidente ou violência
- Datas e aniversários que derrubam
- Uma perda que os outros não reconhecem como grande
Existe luto que quase ninguém reconhece
Algumas perdas não recebem pêsames, não dão direito a folga no trabalho e não viram assunto. Doem do mesmo jeito, e também cabem aqui.
Perdas pouco faladas
- Aborto e perda gestacional
- Morte de um animal de estimação
- Fim de um casamento longo
- Morte de um ex-companheiro ou de um amor não assumido
Perdas que não são morte
- Um diagnóstico que muda a vida
- A perda de autonomia
- Afastamento definitivo de um filho ou de um pai
- Sair do país e deixar tudo para trás
Como é o acompanhamento
A terapia não vem apressar o luto nem convencer você a seguir em frente. Ela oferece um lugar onde a perda pode ser dita inteira.
Dar lugar à dor
Falar sem receber conselho, sem precisar poupar quem ouve e sem que ninguém tente consertar o que você sente.
O que ficou por dizer
Culpa, raiva, alívio, coisas que não foram ditas. É onde costuma estar a parte mais pesada, e a que menos se fala com a família.
A vida que continua
Não é esquecer nem substituir. É encontrar um lugar para essa pessoa dentro de uma vida que segue.
Quem atende
Você escolhe com quem falar antes de marcar, e o registro no conselho está aqui para conferir.

Mariana Clivati de Paula
CRP 08/44280
Psicóloga, especialista na abordagem ACT, a Terapia de Aceitação e Compromisso, que trabalha fazer espaço para o que dói sem deixar a vida parar.

Tamiris Monção Weinert
CRP 08/42941
Psicóloga e mestre em Filosofia, com estágio no Hospital da Cruz Vermelha do Paraná. Une o conhecimento psicológico ao filosófico no atendimento.
Convênios e parcerias
A Apsi atende pessoas vinculadas a estas instituições. Em alguns casos você recebe nota ou recibo para pedir reembolso, em outros o atendimento já é feito pela parceria.
Dúvidas frequentes
Quanto tempo dura um luto?
Não existe prazo, e desconfie de quem der um. O que muda com o tempo não é o tamanho da falta, é o espaço que ela ocupa no seu dia. Isso acontece em ritmos muito diferentes de pessoa para pessoa.
É normal sentir raiva de quem morreu?
É, e é muito mais comum do que as pessoas admitem. Raiva, alívio e culpa aparecem no luto o tempo todo, e não tiram nada do amor que existiu. Poder dizer isso em voz alta costuma ser um dos maiores alívios da terapia.
Faz anos que eu perdi alguém. Ainda adianta?
Adianta. É comum a pessoa procurar anos depois, quando outra perda, uma data ou uma mudança de vida reabre aquilo. O luto não tem prazo para ser cuidado.
Preciso levar meu filho?
Criança também enlutece, mas de um jeito diferente, muitas vezes pelo comportamento e pela brincadeira. A Apsi tem atendimento infantil, e dá para conversar antes sobre o que faz sentido para a idade dele.
E se eu estiver pensando em desistir de tudo?
Procure ajuda hoje, não semana que vem. Você pode falar com a gente pelo WhatsApp, e o CVV atende de graça no 188, 24 horas por dia, todos os dias.
Áreas relacionadas
Dá para começar com uma mensagem
Você não precisa saber explicar o que está sentindo. Basta dizer que perdeu alguém e que quer conversar.